quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Passear, utilizando transporte coletivo é uma coisa. Ir e vir do trabalho, de ônibus, isso é outra coisa!

PARTE II - Usuários


Durante este último final de semana - prolongado! - conversava com amigos que estão acompanhando meu garimpo, aqui no Blog ... Os comentários têm me ajudado bastante, tanto na elaboração dos textos, quanto em minhas reflexões urbanas.
Eles e elas também têm tantas histórias para contar, vividas nos transportes coletivos!

Daí que, agora, optei por um texto somando as experiências.

"Quem quiser que conte outra ..."

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Se há espaços destinados aos usuários especiais e idosos ...
Se há identificação de tais espaços, reservados para eles ...
Se há cartazes alertando que a prioridade é para eles ... ó Deus, por que homens, mulheres, jovens ou maduros (ôps!) normalmente ocupam aqueles assentos e olham pelas janelas, ou fingem-se dormindo, ou emburram a cara quando o "dono" do assento adentra o coletivo?
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Alguém já percebeu que os bancos destinados aos passageiros diminuiram de tamanho?
Há quem afirme que nossos traseiros cresceram.
Há controvérsias!
Dois adultos com traseiros de tamanho P ou M ... já sentam completamente constrangidos. Por mais que um chegue para lá (colando-se na parede do ônibus) e o outro para cá (envergando meio corpo para o corredor do ônibus), não há como manter-se afastado do passageiro ao lado.
Quando o traseiro é G ou EG ... mal e mal ajusta seu conteúdo solitário (e extraordinário)!
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Utilizando o celular.
Ahh! Esse comentário vai render um tópico especial e estou aceitando indicações, certo?
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Mochilas e mochileiros
Bolsas e sacolas

Primeira regra ( e óbvia, não?) seria aquela de que ao entrar no ônibus, quem utiliza mochila, retire-a das costas.
Simples assim.
Mas impossível de acontecer, naturalmente.
Então lá vai o sujeito arrastando o que e quem está no seu caminho!
E se o sujeito fica em pé, que beleza, sua proteção de tartaruga, certamente o proteje dos toques e encostes dos demais; entretanto, para quem contorna o tartaruga e se contorce na louca acrobacia coletiva ... sem poder inclusive buscar apoio - pois o ônibus continua andando, certo? - vencer a barreira da mochila pode ser motivo de muito bate-boca e encontrões!
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Janela aberta.
Janela fechada.
Janela escancarada!

Quem senta perto da janela é o dono da janela!
A temperatura e o tempo lá de fora, podem interferir ou não na ação do dono da janela.
Da mesma forma, o clima interno do ônibus, não necessariamente influencia (Ó, Influenza!) na tomada de decisão do dono da janela.
Sentar no canto (ou na janela) faz o usuário poderoso no comando do bem estar de quem senta ao lado do corredor, ou à frente, ou atrás.
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De repente é preciso muito cuidado.
De repente - e é muito rápido mesmo que isso se dá - parece ser possível brotar um outro ser dentro de nós ...

2 comentários:

  1. Os textos estão ótimos!Uma delícia ler as suas aventuras - ou seriam desventuras?- pela cidade dentro desses ônibus!
    Parabéns!

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  2. Maria Júlia ... suas observações são muito importantes para mim! Anime-se e dê muito palpites! Abraços.

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