sábado, 24 de janeiro de 2015


 Família



Somos nós e somos tantos.
Os que estão perto e os distantes.
Os que prontamente entendemos e os que nem de longe imaginamos suas lutas e angústias.
Os que nos geram afilhados e sobrinhos e noras e genros e comadres e compadres.
Os que nos fecundam de esperanças e sonhos e coragens.
Os que arrebentam com nossos corações.
Os que segredam, segregam e os que ridiculamente publicam.
Os que adoecem com sanidade e gentilezas e os que esbanjam saúde em loucuras e ardis.
Os que acumulam, guardam e reclamam suas faltas e os que compartilham, distribuem abundantemente e por isso têm mais e mais.
Os de direita e os de esquerda e os do centro e os de cima e os de baixo e os da ocasião e os que não fazem a menor questão de estar em qualquer posição.
Os que nos levam em suas andanças e os que permanecem conosco em nossos armários e clausuras.
Os que gostam de abraços demorados e beijos e os que deles precisam.
Os que se mantém distantes e impessoais e os que generosamente se envolvem e não se consumem.
Os que desbravaram sua geração.
Os que nem se importam com isso.
Os que não têm religião e nem precisam dela para serem Família.
Os que têm religião e se esforçam para alçarem voos.
Os de sangue e todos e todas que nos conquistaram e conquistamos pelo Caminho.

E no entorno do Altar, dos templos e dos nossos corações, qualquer templo e em qualquer coração, toda a possibilidade de transcender no aqui e agora, para o amanhã e o que virá.
Entretanto, é só hoje mesmo.