terça-feira, 25 de outubro de 2011

Não me contento

Nada disso!
Não mesmo!
Um pouco aqui
Outro tanto lá
Pra mim? Não dá!
Quero tudo
inteiro
agora
Nunca pensei em montanhas
Fazendas
picadeiros
Pensei paragens
Encontros que duram eternidades
Beijos além de bocas
FELICIDADE é pra já!
Para todos!
Agora!
Em tudo encontro sinais que me conduzem ao BEM que desejo para mim e para todos.
Se alguns não querem
Se tantos não trabalham por isso
Se se se se  danem-se!
Sou feliz como sou
Estou feliz onde estou
Amo, arrumo, preparo, canto
trabalho (e mesmo se meu trabalho não aparece)
pago a quem devo
empresto a quem precisa
abraço e recebo abraços
Sou a mulher que sempre quis ser.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Nós



Após tanto fazer
Após as decisões
Os sins e nãos
Vivi
Tanto foi impossível
Mas lembro o que não deu
E quem ajudou para dar
Ainda está aqui, em meu coração

O tempo passou e eu não tinha planos
O tempo passou e eu não esperava por isto
Não esperava viver tanto
Não imaginava conhecer tanto
Não pretendia usufruir tanto
Eu não sabia que poderia planejar.

O tempo passou e eu não fiz poupança, nem previdência ou acordos secretos
Fiz tanto, com tamanha urgência
Corri tanto para dar conta do que cabia a mim
Contei e recontei
Paguei e muitas vezes sequer comprei
Resolvi e admiti
Exonerei e não calculei
Não calculei o lugar onde vim parar

Não calculei
Que o melhor da solidão
É ser minha companheira
Que eu e quem sou estamos bem
Que minha estrada prosseguiu
Se abriu
E não há atalhos
São outros caminhos que posso abrir (ou fugir)
E eu e eu envolvidas na vida
Longe dos parapeitos das janelas
No meio das ruas e das redes
Lanço boias, barcos e salva-vidas
Amarrando-me e fincando estacas para que outros sobrevivam.