quarta-feira, 29 de maio de 2013

Nem pra mim!

Incrível como o medo se espalha ... como rir incomoda ... como partilhar interesse e sucesso pela vida do outro gera ciúmes ... como competir acaba sendo mais importante que unir ... Mas só aceita a mordaça, o silêncio, a barreira e a divisão quem quer! Eu continuo não querendo isso para mim e para ninguém!!! 
Que venha o ferido!!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

escravos de jó

Lendo as postagens da querida Jaqueline Arruda sobre o Congresso de Gestão de Pessoas 2013:

"Negócios com a Alma: criando uma nova economia"


Lembrei daquela brincadeira infantil onde, sentados em círculo, cada um com uma pedrinha na mão, sincronizados, felizes e despertos, cantamos a música, marcando o compasso com a batida da pedrinha no chão:

"Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira!
Bota!
Deixa o Zé Pereira ficar
Guerreiros
Com Guerreiros
Fazem zig zig zá"

Negócios com Alma e jogar caxangá, sob certa perspectiva, podem representar a mesma competência e decisão: agrupar, cooperar, apresentar as características do jogo (da empresa), ensinar, estimular, estar aberto para rever conceitos e formas de participar e talvez principalmente, agregar no entorno da empresa colaboradores que coloquem suas almas (experiências, competências, curiosidades, disposição para inovar) à serviço do negócio.

Quem não consegue rir dos próprios enganos ao brincar, assim como apresenta dificuldades para se envolver com a dinâmica de erros e acertos previsíveis para que todos divirtam-se no zig zig zá, muito provavelmente em sua seriedade e aborrecimento, escamoteia uma forma de liderar ultrapassada, sofrível e solitária.

Benditos os homens e as mulheres que colocam suas competências, habilidades e atitudes inovadoras na roda do respeito, convivência e atingimento de metas do negócio!

Certamente ali há Alma!

E o sucesso já está garantido!

sábado, 18 de maio de 2013

Tempo

Quando ela olhou pro lado
Quando abriu os olhos
Ele estava lá

Parecia mágica
Parecia feitiço
Era verdade

Mas o que é verdade?

Quando ele percebeu ela já havia acordado.
Olhou para ele, espantada.
Ela não sorria.

Parecia sessão da tarde
Parecia engano
Era mentira

Essa é a verdade.

(pra quem?)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Nas águas - respiro!

Passei pelo Centro.
Passeei pelo Centro.
E chovia.

E a chuva que caía no Centro
Era a mesma chuva que desabava na favela
Era o mesmo aguaceiro que alagava a praça.

É preciso água nova.
É urgente sabão.
Vassouras.
Panos.

Eu andei pelo Centro e lembrei de tantas águas,
outros enxagues, sabões, detergentes.

Lembrei das tantas vezes em que quase me afoguei

(me afogaram)

E em meio às águas, das chuvas do Centro

Lá estava eu, nadando e festejando minha capacidade

De respirar livre e leve e transparente.

A escolha

Todos nós estamos te vendo. Estamos te vendo até quando não vemos. Estamos duvidando desse seu jeitinho mesquinho, sua postura corrompida. Eu sou capaz de te compreender, meu bem! Sou capaz até de sentir pena, muita pena mesmo, por você! A vida é tão breve ... tão louca ... tão exigente ... e você fazendo questão de ser assim tão controlador, tão dono de pedaço. Sinto muito, meu caro. Mas devo te orientar... Você vai terminar sozinho. Tristemente só. Percebes o quanto já estás sozinho, não? Seu som de voz, suas piadas sem graça, seu jeito de falar do outro, ridicularizar o outro, fofocar do outro ... será que você não vê? Falas, ridicularizas e fofocas sobre tudo o que és! Mesquinho! E ao contrário de amigos, diversamente ao necessário, cá estás, cercado de e-mails, planilhas, invejas e silêncios.