quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mas ... qual seu objetivo?

Meu lema é ser FELIZ!
Meu Tema é TRABALHO!
Meus objetivos?

Relacionar-me com pessoas, desvendar outros caminhos, participar da construção de projetos, produzir relatórios, decupar imagens, capturar imagens, elaborar roteiros, passear na beirinha da praia, ganhar meu dinheiro, viajar, comprar presentes (e dar presentes), confiar na natureza humana, desenvolver atividades com os mais sofridos e excluídos, coordenar e capacitar professores, gerentes, estudantes, saborear a salada de batatas do Bar Luiz, sonhar de olhos e ouvidos abertos com a Orquestra Sinfônica Brasileira, ler sobre tudo, ouvir, abraçar e sorrir com gentileza, não buzinar sem necessidade, experimentar Deus em minhas relações com as pessoas. Devo ter outros, certamente!

JUBILEU

50!
Bem mais que comemorar os anos passados
JUBILEU é a possibilidade da ALEGRIA
Em fazer diferente e melhor
Estabelecer novas parcerias
Sonhar novos caminhos
Per-correr com saúde renovada
As histórias que passaram
E deleitar-se na construção do BOM, BELO, COLETIVO
que virá.
Jubileuzando nossas VIDAS e histórias!

sábado, 17 de dezembro de 2011

PoDe

Todos partirão.
Não tem jeito.
Pode embromar.
Pode roubar.
Pode matar.
Pode fazer plástica: subir peitos, encher rugas, implantar cabelos ...
Pode.
Pode menosprezar
Tirar vantagem
Exibir carros, barcos, paletós.
Pode.
Pode zombar da natureza humana.
Pode zombar de quem acredita em Deus.
Pode violar o direito e a natureza.
Pode criar teorias que justifiquem (e enganem) o poder egoísta que possui.
Pode trair também: a si mesmo e aos seus, primeiro.
E quem trai a si mesmo e aos seus pode, de quebra,
trair aqueles que dependem, que circulam, que esperam, que labutam.
Não tem praga.
Não há maldição.
Acontece o que deve acontecer, somente.
Aí vem a dor de estômago.
A crise de pânico.
Os carros blindados.
O sexo desconfiado.
O amor sem amor.
Chega a doença - quando chega.
Porque a morte chega.
Ela pode tardar, mas virá.
E com ou sem dores o sopro, a energia, anima ... te abandonará.
Ficaremos livres de você.

domingo, 6 de novembro de 2011

NA GELADEIRA

água
batata
manteiga
requeijão (light)
chicórea
cebola
tomate
alho
jiló

cadernos
livros
cds
anotações
projetos
planos
aulas

trabalho

eu

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Não me contento

Nada disso!
Não mesmo!
Um pouco aqui
Outro tanto lá
Pra mim? Não dá!
Quero tudo
inteiro
agora
Nunca pensei em montanhas
Fazendas
picadeiros
Pensei paragens
Encontros que duram eternidades
Beijos além de bocas
FELICIDADE é pra já!
Para todos!
Agora!
Em tudo encontro sinais que me conduzem ao BEM que desejo para mim e para todos.
Se alguns não querem
Se tantos não trabalham por isso
Se se se se  danem-se!
Sou feliz como sou
Estou feliz onde estou
Amo, arrumo, preparo, canto
trabalho (e mesmo se meu trabalho não aparece)
pago a quem devo
empresto a quem precisa
abraço e recebo abraços
Sou a mulher que sempre quis ser.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Nós



Após tanto fazer
Após as decisões
Os sins e nãos
Vivi
Tanto foi impossível
Mas lembro o que não deu
E quem ajudou para dar
Ainda está aqui, em meu coração

O tempo passou e eu não tinha planos
O tempo passou e eu não esperava por isto
Não esperava viver tanto
Não imaginava conhecer tanto
Não pretendia usufruir tanto
Eu não sabia que poderia planejar.

O tempo passou e eu não fiz poupança, nem previdência ou acordos secretos
Fiz tanto, com tamanha urgência
Corri tanto para dar conta do que cabia a mim
Contei e recontei
Paguei e muitas vezes sequer comprei
Resolvi e admiti
Exonerei e não calculei
Não calculei o lugar onde vim parar

Não calculei
Que o melhor da solidão
É ser minha companheira
Que eu e quem sou estamos bem
Que minha estrada prosseguiu
Se abriu
E não há atalhos
São outros caminhos que posso abrir (ou fugir)
E eu e eu envolvidas na vida
Longe dos parapeitos das janelas
No meio das ruas e das redes
Lanço boias, barcos e salva-vidas
Amarrando-me e fincando estacas para que outros sobrevivam.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Caindo de madura

Compartilho meus olhares
Escrevo minhas imagens
Sinto a queda
Flutuo no erguimento

Aquela senhora, a Cléo, caiu, meu Deus!
Caiu tão vagarosamente
Escorrendo pelos degraus
Parecia que de ponta-cabeça
Investigava romanticamente
O que ignoramos todos os dias

Aquela senhora, a Cléo, foi erguida, meu Deus!
Tímida. Envergonhada. Dolorida.
E seu velho companheiro
Enquanto ela retornava sua subida
Reclamava entre dentes sua convivência

Triste a queda
O erquimento
A queixa velada
As dores guardadas
Melhor voar.

domingo, 24 de julho de 2011

"...câmera na mão."

1920.
Século passado.
A cidade em movimento.
As pessoas em movimento.
As máquinas em movimento.
O movimento após o Movimento.
Poderia ser qualquer cidade,
qualquer pessoa,
de qualquer fábrica,
de qualquer país.
Mas coube a Dziga Vertov reunir as imagens,
montar a sequência,
compor e recompor uma história sem roteiros
informando sobre um dia comum
numa cidade incomum
entrelaçada e cerzida por histórias incomuns, cotidianas.
Sem palavras, intensamente sonoro, a trilha combina-se e ressalta o que há.
É 1920.
Mas parece aqui onde estou.
Cinema.
7ª e sempre impressionante Arte.



sexta-feira, 15 de abril de 2011

Wellingtons ...


O Wellington é o resultado (triste e lamentável) de uma sociedade marcada pelo egoísmo e onde especialmente os pobres não recebem - em qualquer espaço público - o tratamento e atenção que TODOS têm direito. Os vídeos onde o rapaz expõe seus motivos e justifica prevendo sua terrível atitude, devem sim ser publicados. A família, isoladamente, não deve ser responsabilizada. TODOS - de uma forma ou de outra - temos nossa parcela de responsabilidade sobre os wellingtons e marias que circulam por aí ...

A ESCOLA deveria ser o lugar onde crianças e jovens encontrariam profissionais capacitados para auxiliarem em seus desenvolvimentos, inclusive apontando caminhos (especialistas) e tecendo a rede onde escola/família/ e demais instituições pudessem cooperar para o pleno desenvolvimento de TODOS.

Os pais e responsáveis deveriam ser porto seguro, orientando adequadamente seus filhos para o exercício da cidadania e nela, especialmente, o respeito aos diferentes.

Choro por tanta violência! Choro pelos garotos e garotas que morreram em meio a tanto susto! Choro e me compadeço pelos familiares, professores, autoridades e todos nós, diante de tamanha imbecialidade. Choro também pelo Wellington: doente, solitário, confuso, produto imbecil do egoísmo e nenhuma fraternidade que praticamos cotidianamente.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Férias

Tirei os saltos
Larguei a mochila
Desliguei o celular
Separei aqueles vestidos de trabalhar
E tranquei a porta do armário

Abri as janelas

A luz entrou

E junto veio meu cansaço
Pesado
Grande
Triste
Sonoro

Chove
Em São Paulo houve - novamente - enchente
É quase carnaval

E eu estou de férias.




sábado, 26 de fevereiro de 2011

"Que medo alegre, o de te esperar" CL

Será que vem?
Será que fica?
Será que vou?
Será que fico?
Será que dá
Será que dou?

Será que ele viaja?
Será que o torpedo chegou?
Será que depois
perco o amigo?

Será que alcanço seu passo?
Será que aguarda os meus?

Será que olha a paisagem?

Ai que bom, Deus!!!!



SOBREVANIA

Sobre tudo

Sobre ventos (e ventanias)

Sobre a menininha que cresceu

Sobre sonhos

(adiados ou realizados)

Sobre Deus em Seu Amor

e Misericórdia

Sobre Infância

e maturidade

Sobre fraldas

e faculdades

Sobre o amor conjugal

imparcial

feito de carne e oração

Minha amiga

Intercessora

-sei que as coisas seriam bem mais distantes

e difíceis sem seus améns;

Desejo PAZ sobre ti

Sobre os teus

Sobre os nossos

Sobre todos

Desejo que seus améns

abalem os céus

Sobretudo

Sobremaneira

Não haja choros

E o tempo seja celebrado

na Alegria da Vitória

da certeza e confiança

de que caminhamos

animadinhas feito as menininhas que um dia fomos

rumo ao Papai do Céu.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Na real

Embora as lutas
Embora as tristezas
Em meio as partidas
despedidas e acenos
Com todos os nãos e impossibilidades
Cercada de espanto, solidão ou descaso
Observando escandalizada o tamanho da indiferença,
do consumismo, do roubo e do deixa disso
Consumida em dores pelos meus irmãos
acumulados e encantados nas beiradas dos muros
Ainda sonolenta pela noite que amanheceu tão cedo


Não me canso em meu passo
Sigo, persigo, insisto
Aproveito cada paragem
Oferecendo meu abraço e braço
E enquanto uma lágrima insiste na saudade
No canto da boca outro sorriso vai nascendo confiante
Esse é o melhor momento!
Essa é vida - minha!
O que sou
O que faço
Não desisto, nem descanso
O melhor ainda está por vir!
Pois meu amor não envelhece
E quente, maduro, me fortalece
Porque tudo está da maneira que deve ser.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Bons momentos

Ela parou diante do espelho
Agora já há tempo para isso
Olhou nos olhos refletidos
Reparou no brilho dos cabelos
O traçado das sobrancelhas:
certo e torto como deveria ser
A simetria perfeita
Nunca importou realmente
Era ela e seu reflexo
Em PAZ.