segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Amendoeira, praia, lôdo

O que uma amendoeira pode representar?
Elas que têm sido banidas das calçadas das cidades.

Aquela, lá ao fundo, traduz de muitas formas um pedaço generoso de minha infância.

Ali com minha mãe, pai e irmãos - diversas vezes - nos protegemos do calor do sol ou repartíamos uma saborosa merenda, ou simplesmente passámos horas de olhos encantados olhando o mar da Pedra de Guaratiba.

Sim!

Havia mar - de ondinhas cintilantes e repetitivas, sonoras e quase sem espumas, quando eu era criança e brincávamos por lá.


Inclusive, foi ali, salvo engano, que me abriguei na primeira vez que fugi de casa (5 anos?) desejando ser pescadora e ter meu barco e viajar pra longe e trazer peixe para ser assado enrolado em folha de bananeira, na fogueira na beira da praia, na beira do mar.

Hoje o mar nem chega na praia.
Hoje já não há o lôdo.

Há um pier que avança no mar e nos aproxima do horizonte e resgata - de certa forma - as histórias, brigas, fugas e descobertas e carinhos e colos que encontrei e jamais deixei esquecidos por lá.

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