Eu não sinto saudades do meu passado.
Me lembro de muitas coisas que passei.
Outras, quando alguém lembra e comenta, me pergunto se eu realmente estava ali ...
Tudo teve sua importância e lugar.
Todos que passaram - lá no passado - de alguma forma os guardo comigo.
Mas saudades ... saudades não sinto, não.
Muitas vezes, até ao contrário, agradeço pelo tempo ser outro, as pessoas outras, os lugares outros e a vida, outra, novinha, repleta de tecnologias, facilidades, cheiros e imagens a partir de agora.
Conheci tanta gente chata!
Tanta mentirada!
Presenciei tanta falsidade!
Tantos levaram e ganharam muitas vantagens às minhas custas!
Aprendi, certamente.
Não me tornei amarga ou rancorosa por conta dos passados.
Foi por conta do passado que hoje caminho mais leve, carrego menos pesos e pedalo por aí.
Sinto meu lar um espaço seguro e em nossas diferenças avançamos para o futuro, repletas de amor e gratidão.
É verdade que muitos ciclistas têm sido mortos, mas vou pedalando nas beiradas, sentindo o vento no rosto e encontrando um novo ritmo de inspirar e expirar.
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