terça-feira, 27 de outubro de 2009

Família

Sempre voltamos.
Vamos por aí, misturadas na urgência de conviver.
Mas voltamos.
Ficamos juntas de verdade.
Partilhamos nosso dia, com suas alegrias e piadas;
trabalhos e descobertas;
decepções e sentidos.
O que faz sentido para mim?
Nossa convivência faz sentido.
Nossos ajustes fazem sentido.
Ser mãe é o sentido.
Às vezes, a garota que fui um dia, muito rapidamente,
me espia por trás das janelas dos seus olhares.
Parece me perguntar a resposta ou o caminho certo ...
Não tenho respostas.
Não tenho o caminho.
Sou seta,
estou farol.
Espalho a claridade que concentrei em mim.
(Das minhas sombras sabe Deus.)
Aponto os horizontes, alargo as direções.
E desejo do fundo do meu coração maternal que sejam felizes, que sobrevivam, que amem e sejam amadas, que tenham amigos, que se compadeçam e exercitem misericórdia por quem não teve para quem voltar. E se algo der errado (e provavelmente algo dará) tenham a certeza de que sempre terão para onde voltar.

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